Assuntou todo o ocorrido, mesmo que o fosse só na sua imaginação. Aquilo era
um preludio para a pasmaceira. Imaginava-se rei de um reino distante, daqueles
outrora nunca vistos. Um desses inventados por refazedores de histórias com
bases em documentos verídicos instigadores de teses minoritárias como a de que
a inconfidência minera não era mineira, mas fluminense e provocada pelos plutonianos.
Os plutonianos eram habitantes do ex-planeta Plutão que trouxeram,
obviamente, o plutônio para o planeta Terra. Tudo envasado em documentos
internos de embaixadas de países que nunca se envolveram um guerras ou golpes.
Ou escritos de recém fechados sanatórios. Coisas
de países alinhados, quer dizer, pelo menos não ortogonais.
Nem os poetas Manuel Bandeira ou Gonçalves Dias descreveriam a sua terra
de origem. Era muito melhor que qualquer Passárgada. Embora não houvesse a
menor prova de sua existência, tinha que existir porque desejava sua materialidade.
Ah! Que sonho! Era uma maravilha que descobrissem que todos os seus desejos
eram verdade.
Aquela verdade era muito conveniente. Procurava pregar a boa-nova a todos
que encontrava. Muitos invejosos o questionavam. Diziam que era improvável a existência
de tal país. Que na região predominava os califados e não os reinados e que,
portanto, se por um acaso o improvável país existisse seria uma conurbação de pequenos
califados.
Os piores eram os que dominados pelo globalismo diziam que os documentos reivindicados
foram desmentidos pelos próprios órgãos redatores. Nossa como tem pessoas
iludidas ou invejosas no mundo! Obvio que tudo o que foi escrito até agora foi
combinado e é uma mentira combinada pelas quatro famílias que dominam o mundo!
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