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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A modernidade é uma maravilha e uma tragédia

 




A modernidade é uma maravilha e uma tragédia. Quanto ao fato de ser uma tragedia, há pouco a fazer. A maior lição da própria modernidade é que a história não volta. Não voltaremos ao escravismo para que os cidadãos livres tenham ócio e possam discutir os problemas na praça pública. Eu espero que ninguém tenha essa expectativa nefasta. É preciso construir outras maneiras de nos libertar da economia.

Quem leu A Condição Humana, de Hannah Arendt (não é um livro baba, mas importantíssimo de ler) percebe o tanto que o trabalho deixou de ser a construção de algo, criação ou manutenção de algo fora da própria vida. Existe criação ainda? Existe. Obvio! Mas quem são as mentes criativas? Hoje nas empresas existe até setor criativo para diferenciar do trabalho maquinal, automático que fatalmente será substituído por maquinas como robôs e inteligência artificial. O trabalho é majoritariamente condição de sobrevivência. Se a pessoa não trabalhar, morre.

Assim a economia conseguiu capturar a biopolítica e se tornar fundamental, se manter com mais força no centro das discussões. Mas é um caminho da captura, da submissão. O caminho da liberdade é a política. Temos que devolver a ação à política. Agir deve ser o fato político. Nada de procurações. Se nós queremos e é possível porque há um consenso pelo menos regional, territorial, nós mesmos fazemos ou provocamos. Não procuramos representantes para agir com procuração junto a outros representantes nossos. Basta de buscar o poder para ter o poder de buscar o poder.

Napoleão quando instaurou a burocracia racional nunca pensou nisso. Ele pensou numa escada, talvez essas pirâmides com níveis, não nos labirintos que criamos. Uma maquina que não intercede, não é uma alavanca para mover o mundo, mas um conjunto de paredes para conter as pessoas (ou povo, mesmo nas diversas acepções que tomou). Não contem a sociedade porque a sociedade faz parte do mesmo mecanismo, mesma máquina. Quanto a isso. Nada mais importante que ler Kafka. Não só um livro dele, mas muitos.

Bicho-do-mato

  “Sinceramente... contar uma estória não é pouco”, dizia ele como se fosse qualquer coisa. Um interlúdio entre uma conversa e outra. Sua vi...