Nasceu ali, viveu ali. Não queria morrer ali. Aquele era seu lugar na floresta. Não importa se rural ou urbano. Naquele recanto era indistinto, indiferenciado. Tudo ali era urbano e rural ou nem urbano, nem rural. Portanto, nada importa ou tudo importa. Não que alguma coisa importe ou desimporte. O que vale é o todo ou a negação do todo.
Ali era possível
pensar. Parar, concatenar pensamentos e desdobrar raciocínios. É possível andar
sem pressa e perceber as nuances. Ter maior quantidade e qualidade de dados. Uma
perda sentida ao sair da ilha para ir ao continente aprimorar as técnicas para processar
as informações, conformar os conhecimentos.
Aprender metodologia
para tornar universal o que é particular. Ou melhor, perder sua própria língua para
conseguir se comunicar. Ela, rapidamente percebeu isso. Todo dialogo é ideológico
porque está prenhe de ideias. Possui uma norma bem clara pra ser entendido. Se muito desrespeitadas essas regras, não há
comunicação.
Assim aprendeu
a pensar como os continentais, mas passou a usar um antolho como todos eles. Perdeu
a pluralidade da visão, embora fosse quase impossível expressá-la para conseguir
se exprimir. Deixou de ver tanto as coisas inexplicáveis passou a observar
muito raramente e por costume o que não tem nome.
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