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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Esconderijo anônimo

          


            Todo dia voltava à casa que não era sua, mas era. Era uma casa bendita naquele tabuleiro. Quase uma casa de botão. Daqui para ali dois passos, um passo e meio. Parecia um favo com suas complexas ligações e uma sala de estar, ficar ou permanecer central e centenas de espichos em forma de quartos e escritórios. Banheiros sempre pra fora. A entrada ao centro ao descer a escada ou de elevador.

Toda operação subterrânea com os respiradores saindo dos banheiros. Todo o resto climatizado com a injeção de ar pressurizado pelos splits. Uma ponta de raiz ou outra sobrando das paredes. De resto só musgos a proliferar até serem erradicadas pela aridez do condicionamento do ar. Por cima nogueiras e abetos. Grama rala a forrar o chão. Assim versa o bunker escondido no meio da floresta.

              O bunker não sei de quem.

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