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sábado, 24 de janeiro de 2026

Parada

 


Contra o tempo, tudo!

Assim desencavo a eternidade

Ergo muros nas autopistas

Parem! Parem!

Resetem tudo

E depois reflitam

Tudo já foi feito

É preciso nos reconstruir

Fugir do mundo

Fugir de nós mesmos

Mas sem subterfúgios

Sem velocidade

É preciso caminhar

Com paciência

Quase parando a cada passo

É preciso abandonar as convenções

Ninguém é candidato

A eternidade é aquele milésimo

Em que tudo converge

E que se colhe até o que não se plantou

Que surgiu da soma de todos os produtos

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