Quem planta
sabe o que colhe, dizem alguns a repetir chavões. Mas quem age, quem semeia uma
ideia não sabe que arvore, vegetação sua ação vai produzir. A semente parece ser
de alguma coisa, pode até ser, mas o progresso da planta é coletivo. Pode produzir
um bonsai de feijão ou de aroeira. Pode ser cega-machado ou ipê rosa. Plantas completamente
diferentes com flores diferentes de cores inconfundíveis, mas próximas.
Talvez a melhor
sacada de Hegel é a constatação de que uma ideia lançada ao mundo não tem
efeitos determinados. Há tantas variantes, tantos termos a serem levados em
conta, tantas variáveis desconhecidas que mesmo que fosse previsível, uma
formula física conhecendo todos os dados é impossível conhece-los. Além disso são
sistemas complexos nos quais todas as formulas parciais são aproximações frágeis.
As ações como
as sementes estão por ai sendo semeadas a cada instante dando origem a grama,
capim, mato, arvores, mutações e hibridizações aleatórias e probabilísticas. A maioria
não é colhida porque ninguém teve ciência, ninguém pensou refltiu. Ninguém parou,
olhou e pensou: o que é isso?
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