Germinou
muito cedo. Floresceu muito tarde. No interim, folhas e folhas pra construir o cerne,
o tronco. Era uma história muito difícil. Sabia o que fazer. Mas como fazer? Fazer
o impossível, o que ninguém espera, é muito fácil. Difícil é realizar o esperado.
Sempre se espera muito mais. O time montado pra não cair é decepcionante porque
não foi campeão. Quem sabia que nem seria eleito vereador é um fracassado por
dez vezes mais votos do que precisava para ser vereador e ficou como suplente de
deputado federal.
É muito
complicado escrever. Muito mais sobre isso. As expectativas matam a história. Se
um personagem secundário se torna o principal, que grande presente! Na vida é
muito difícil prever alguma coisa. Se surpreender é o normal. Na ficção é muito
difícil copiar essa característica da realidade. Porque a vovó do chapeuzinho
vermelho não matou o lobo com uma arma branca? Porque o caçador entra dentro de
uma propriedade particular isolada? Seria ele um psicopata? Um degenerado?
As histórias
ignoram quase tudo pra se focar num enredo. As noticias muito pior. Até
reportagens são limitadas. Se fossem contar tudo, um mero encontro, amoroso ou comercial,
daria um livro todo. Lamento muito isso! Mas tudo bem... o que é realmente ruim
é as pessoas darem veracidade a visões parciais não no sentido ideológico apenas,
mas no sentido de omitir quase tudo. As pessoas querem mostrar a flor ou o tronco.
As folhas necessárias pra crescer ou as descartadas não interessam. O oxigênio ou
o carbono descartado nem mesmo fazem parte da árvore. O pragmatismo é reducionista.
Quem gostaria de conhecer a história inteira?
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