A política
como interação desde o alge da idade média perdeu sua força. Na idade moderna,
com a criação dos Estados Nacionais, a política até teve um soluço de poder,
mas com o progressivo andar da modernidade foi progressivamente perdendo sua
hegemonia e, inclusive, sua autonomia. A economia tomou seu lugar
racionalizando o mundo através da técnica que relega a todos uma particular
função.
A casa, o
domicílio toma uma dimensão vultuosa: a própria sociedade. A própria política
se torna um trabalho como outra qualquer atividade econômica. Portanto deixa de
ser política onde a pluralidade interage para alcançar um consenso. Creio que
se quisermos recuperar a política e, consequentemente a ética, pois ética e
política nesse modelo não se separam, é preciso acabar com a figura do político
profissional. É necessário trocar seus altos salários por ajudas de custo e as
inúteis reuniões diárias por reuniões pontuais para ações efetivas para deliberar
sobre as cidades.
É preciso que
os cidadãos se autossustentem com seus próprios ofícios e deliberem
politicamente por vontade própria e não por necessidade (do salário). Assim, os
candidatos serão eleitos pelo desejo dos eleitores e não por seus próprios
desejos. Não seriam os candidatos que se apresentariam aos eleitores buscando
desfrutar das benesses do poder em favor de si próprios, mas seriam os
eleitores que escolheriam alguns para carregarem a responsabilidade de legislar
e executar as decisões em prol da sociedade.
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