A primeira declaração é que quem escreve é ex e futuro anarquista. Nunca
um anarquista no momento. Essa nem vou numerar porque é óbvia. Tão evidente
quanto o anarquismo. O anarquismo não é prioritariamente uma recusa a
autoridade, mas uma ojeriza a submissão.
Os anarquistas são pessoas
geralmente que não se iludem com efeitos. Deste modo um anarcossindicalista,
geralmente porque os anarquistas são geralmente os mais múltiplos, não lutaria
por um aumento salarial simplesmente porque seria uma troca de chicote por um
menos dolorido com a manutenção do tronco. A luta seria contra a estrutura de
submissão. Tomar o capital como sugerem os marxistas seria somente mudar quem
submete o outro. Anarquistas quebrariam as maquinas para impossibilitar a
continuidade do sistema exploratório.
Deste modo quando se apregoam que os anarquistas boicotam individualmente
as eleições e, muitos tem o feito, parece uma atitude de quem se preocupa muito
mais com ser virtuoso do que de fato tomar partido lutar. Anarquistas deveriam
fazer protestos e tentar impedir as votações. Não conseguiriam ter teria efeito
pedagógico a reiteração.
Anarcocapitalismo é uma contradição em si a não ser que criem um
capitalismo sem indústria e comercio só com profissionais liberais no setor de serviços.
O primeiro problema do anarquismo é a submissão. Ele é contra a arquia porque a
arquia diz que alguém domina alguém. O primeiro problema do Estado é o monopólio
da força. Se as pessoas não aceitam submissão a primeira e obvia atitude é
desmontar exércitos, polícias para não lhe forçarem a nada. E o judiciário para
que não decidam nada sobre ele.
A mais importante de todas é que não existe anarquista de verdade porque
são tão múltiplos que ao contrario de liberais e marxistas é impossível coloca-los
numa caixinha por algum critério. Decorrente disso, nenhum anarquista concordará
comigo ou com qualquer outro. Essa liberdade é talvez a única coisa que uma os
anarquista embora venham de construções diferentes e cheguem a conclusões mais
dispares ainda.
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