Andava arrastadamente. Como quem corria em câmara lenta. Não tinha tempo de olhar para os lados. Não olhou e correu cegamente para a linha de chegada. Que linha de chegada? Não via nada. Atravessou o rubicão e morreu livre. Ao lado desmaiaram uns. Resistiram outros. Saltaram tapas. A linha de chegada era a de partida. A esperança era o caminho. Ou seja, ligava a ilusão à desilusão. O caminho estava feito. Fim.
Linhas de um pseudofilósofo menor nas formas possíveis das coisas sem essência e concretitude. Os contos alfabéticos viraram livro em fevereiro de 2026. Vim do passado pra dizer.
Acompanham
domingo, 21 de dezembro de 2025
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