Natal é
nascimento. O natal cristão no caso é o nascimento de Cristo, a oferta imolada
de Deus à humanidade. Mas Natal, em suma é nascimento. O surgimento do novo no
mundo. Hannah Arendt depositava suas esperanças nisso, na ação (política) como
a indução, formação, surgimento do novo na humanidade. Walter Benjamin, na
minha ingênua, ignorante e paupérrima interpretação acreditava no fundo que
nada poderia mudar se continuássemos a nos guiar por nossas experiencias no
mundo. Para mudar é preciso partir do novo. O novo surge do nascimento, do
insight que muda o fundamental de uma compreensão, um método.
O novo
irrompe no mundo, revoluciona, quase sempre sem uma revolução que muda nobreza
por burgueses ou por uma burocracia. Ou seja, com uma mudança no sistema, não
de quem manda em quem na pirâmide. A manutenção da opressão. O novo é
geralmente um desvio, um furo no sistema, um sistema de estradas clandestino,
uma fuga. Que pode se tornar um novo modo de dominação e será necessário novamente
nascer o novo. O novo sempre está nascendo. Cada novo nascimento é uma nova
potencialidade, nova possibilidade.
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