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domingo, 23 de fevereiro de 2025

Mito I

Segundo as lendas onomatopaicas, o mundo não nasceu, ele morreu.

Primeiro segundo, dia da criação, havia um amplo universo de ideias, de concepções, de estilos, de ideologias. Segundo momento, o instante da transfiguração, tudo o que era deixou de ser. Terceiro estado, a explosão, bum...! Bum...! Bum...! Tá bom. Isso já esboça o esdrúxulo.

A onomatopeia se transfigurava, atitude normal para uma figura em eterna mudança. Ao homem restavam algumas ideias e elas construíam um novo habitat. As pedras pela força do pensamento transformaram-se em mesa e cadeiras. Alguns arbustos em comida (haja imaginação para se comer uma folha). As caças se transformaram em manjar. O homem sugava a vida e as virtudes de outros animais. O homem agora era vampiro e sugava força vital. O homem foi vampiro mesmo antes de a Transilvânia ser criada.

As noites eram longas e o homem teve que inventar as brincadeiras. Brincou de fazer fogo, de desenhar e de imitar o que os animais faziam e acabou descobrindo brincadeiras maravilhosas. Acabou aprendendo que para viver é preciso brincar. Os homens dependem de suas brincadeiras para sobreviver e as brincadeiras melhoram sua autoestima.

(Pensar...)


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