Segundo as
lendas onomatopaicas, o mundo não nasceu, ele morreu.
Primeiro
segundo, dia da criação, havia um amplo universo de ideias, de concepções, de
estilos, de ideologias. Segundo momento, o instante da transfiguração, tudo o
que era deixou de ser. Terceiro estado, a explosão, bum...! Bum...! Bum...! Tá
bom. Isso já esboça o esdrúxulo.
A onomatopeia
se transfigurava, atitude normal para uma figura em eterna mudança. Ao homem
restavam algumas ideias e elas construíam um novo habitat. As pedras pela força
do pensamento transformaram-se em mesa e cadeiras. Alguns arbustos em comida
(haja imaginação para se comer uma folha). As caças se transformaram em manjar.
O homem sugava a vida e as virtudes de outros animais. O homem agora era
vampiro e sugava força vital. O homem foi vampiro mesmo antes de a Transilvânia
ser criada.
As noites eram
longas e o homem teve que inventar as brincadeiras. Brincou de fazer fogo, de
desenhar e de imitar o que os animais faziam e acabou descobrindo brincadeiras
maravilhosas. Acabou aprendendo que para viver é preciso brincar. Os homens
dependem de suas brincadeiras para sobreviver e as brincadeiras melhoram sua
autoestima.
(Pensar...)
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