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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Manifesto Reexistencialista

Se há um infortúnio

Eis o motivo da causa

Não há problemática

Que não sobrevenha a razão

Sentimos profundamente

O dever de investigar

Os motivos do desejo

Desejando conhece-los

Almejando a razão

A vontade de ser

O que não fomos

Estando nós mesmos

Nessa luxuria

Da ciência

Inconsciência dos motivos

Obscurecimento da razão

Apice da consciência

De que nada somos

Nada controlamos

Apenas estamos

sábado, 19 de julho de 2025

Importúnio

Um corre-corre de formigas no veleiro

Curiosidade atormenta o tempo inteiro

Só resta a fadiga do conhecimento

Um eterno constructo tijolo a tijolo

Não importa quantos níveis alcança

O saber está sempre no horizonte

Utópico e ideal

Uma maratona passo a passo

Passos lentos e largos

As formigas correm mais

Mas não chegamos a lugar nenhum

O tal do conhecimento não tem dono

Nem tempo, nem lugar

Só mesmo oportunidade

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Tudismo (antiniilismo?)

Ando na noite

Cegam-me as estrelas

O breu é todo o ambiente

Inexistem chão e céu

Tudo é um igual

Pequenos pontos destoam

Tentam fazer desenhos

Não suportam o vazio

Não se afeiçoam ao nada

Desprezam começos e recomeços

Querem ter algo construído

Não suportam contemplar

Querem ser

Não suportam só existir

terça-feira, 15 de julho de 2025

No balanço

Percorri várias trilhas

Nos meus vinis

Tortuosos caminhos

A balançar a agulha

Da bússola?

Não importa o rumo

Nem o sentido

Desnorteado?

Inverteram-se os polos?

Segue o twist a tocar

Minha alma

Como a lixa pole

A madeira dos meus pensamentos

Não há brilho nenhum

Nem metal

(Eu já falei que num passo pra cá ou pra lá que era twist?)

domingo, 13 de julho de 2025

Justo na minha vez

Não me espere nunca

Odeio a providencia

Me agarro a previdência

Como uma laje á pilastra

Nunca joguei no bicho

Nem pedra

Nem bilhete

Vai que o cérbero

Justo na minha vez

É sem cabeça

Que o calcanhar de aquiles

Seja a minha força

Que o samba nunca acabe

Que o frevo ferva

Que a canção seja irmanada

Vai que é tudo isso

(Justo na minha vez)


Diplomacia

Traçou fronteiras

Trançou limites

Correu daqui pra lá

 

Fugiu de lá pra cá

Meia maratona cumprida

Geopolítica indefinida

 

Fechem as janelas

Cancelem os limites

Abriguem-se num bunker

(A fofoca vem aí)

Bicho-do-mato

  “Sinceramente... contar uma estória não é pouco”, dizia ele como se fosse qualquer coisa. Um interlúdio entre uma conversa e outra. Sua vi...