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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Democracia

Eu sou a linha que costura os corpos

Mantenho os poderes equilibrados

Inflamo um poder se machucado

Bato o martelo da justiça se necessário

Tento executar o executável

Tento entrar na cabeça dos legisladores

Rechaço criar despachantes

Deixo qualquer um se opor

Mas costuro o acordo

Até se for na marra

E se rasgam minhas linhas

Sangro

Avermelho os filhos duma

Banho-os do meu liquido vital

Sinalizo que a represa rompeu

A aorta está aberta

E se há um hábil pra costurar

Evitar o desastre

Me rendo a ele

Como puta a democracia

A realizar seus mais recônditos desejos

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